O que é LSI? Saiba como funciona a semântica do Google -– Digital Land

O que é LSI? Saiba como funciona a semântica do Google

O que é LSI? Saiba como funciona a semântica do Google
"Apróx. 6 min de leitura".

Entender como funciona o ranqueamento de páginas é um dos maiores desejos dos profissionais de marketing. No entanto, os robôs responsáveis por essa função são um mistério e os critérios de posicionamento da SERP, em parte, ainda desconhecidos. Mas alguma coisa sabemos, sendo uma delas o que é LSI!

O Latent Semantic Indexing (Indexação Semântica Latente, em português) é uma das mais novas facetas dos algoritmos que ditam o posicionamento das páginas — é a semântica Google! Acompanhe o texto e confira do que se trata esse conceito e como aplicá-lo para ter melhores resultados na sua estratégia!

Afinal, o que é LSI?

Bem, você já sabe o que é SEO, certo? A otimização de conteúdos para os mecanismos de busca envolve muitas técnicas. Uma delas — talvez a mais conhecida —, é o uso de palavras-chave.

Mas acontece que os algoritmos do Google estão em constante evolução, justamente para tornar o buscador cada vez mais intuitivo e eficiente na entrega de resultados para os usuários. A bola da vez é o Latent Semantic Indexing (LSI), que impulsiona uma verdadeira revolução no modo de aplicar as palavras-chave.

Para que você entenda, vamos começar contextualizando o que é a semântica do Google e como os algoritmos têm evoluído ao longo do tempo.

Semântica: a busca por significações

A semântica é uma área emprestada da Linguística. No original, ela serve para interpretar significados de palavras dentro de sentenças. É a negociação de sentidos entre quem cria a frase e quem a ouve ou lê — os termos podem sofrer interferência de significação de acordo com o contexto de enunciação.

E o que isso tem a ver com o Google? É simples: cada vez mais, as técnicas de busca estão tentando facilitar o dia a dia das pessoas. Não é à toa que a chamada “era da busca por voz” veio com toda a força: quanto mais prática for a ação de pesquisa, melhor será a experiência do usuário.

Então, o buscador percebeu que valia a pena deixar as palavras-chave engessadas e pouco intuitivas de lado, para focar em construções mais semânticas. Ou seja, com significados reais que se adequam ao contexto. Para deixar mais claro, vamos a um exemplo.

Em um processo comunicativo, temos um jeito orgânico de ordenar as palavras dentro da sentença. No Português brasileiro, a ordem mais esperada é aquela que cansamos de ver na escola: sujeito + verbo + predicado.

Então, se invertemos essa ordem, a semântica pode ser prejudicada. Veja: se em vez de dizer “Luciana comprará um carro”, você optar pela construção “Luciana um carro comprará”, haverá no mínimo um estranhamento, não é?

No mesmo caminho, é mais intuitivo pesquisar no Google “carros novos para comprar” do que “comprar novos carros”. O buscador, atento a essas particularidades da língua, está refinando seus algoritmos para entender a semântica da enunciação e, assim, entregar resultados mais certeiros.

Algoritmos: o cérebro do Google

Vamos ainda mais fundo: como funcionam os algoritmos do Google? Bem, para começar, um algoritmo é uma sequência de ações lógicas realizadas para solucionar determinado problema.

No caso do buscador, o algoritmo pode ser pensado como um “robôzinho” — cada vez mais inteligente e perceptivo — que desempenha essas ações com o objetivo de posicionar uma página:

  • rastreamento: primeiro, os bots rastreiam todos os códigos que podem ser indexados presentes em seu gigantesco banco de dados;
  • indexação: em seguida, eles organizam esses códigos de acordo com o que eles oferecem ao usuário;
  • ranqueamento: por último, eles ranqueiam, isto é, classificam as páginas indexadas em uma ordem de relevância para o usuário.

Desde a sua primeira atualização, o Panda (lançado em 2011), o Google já reformou muitas vezes os princípios de indexação e ranqueamento dos algoritmos. Desde 2015, o buscador trabalha com o RankBrain, uma atualização baseada em inteligência artificial e, exatamente por isso, cada vez mais minuciosa.

Como se dá a aplicação de LSI?

Tudo bem, agora você já sabe o que é LSI e viu que é muito interessante. Mas, na prática, como funciona a semântica do Google? Bem, basicamente a palavra de ordem é naturalidade. Quanto mais próxima de uma enunciação verdadeira for a construção do conteúdo, melhor.

Por isso, as cadeias de significados prezam mais do que palavras-chave isoladas e engessadas. O buscador agora consegue identificar variações de sentido e de contexto — ou seja, as variações semânticas de um termo. Então, são bem-vindos:

  • versões de gênero e número (masculino, feminino, singular e plural);
  • termos sinônimos;
  • variações linguísticas;
  • adjetivos, verbos e substantivos relacionados etc.

A análise do contexto semântico das palavras-chave é especialmente importante para o Google, já que ela permite a entrega de resultados mais precisos de acordo com a intenção de busca do usuário.

Se você pesquisar “acampamento no Rio”, por exemplo, poderiam aparecer textos relacionados à cidade do Rio de Janeiro ou a áreas de campings próximas aos corpos d’água que chamamos de rios.

Então, o buscador usa outros termos relacionados para construir seu ranqueamento. Variações como “camping carioca”, “acampamento na capital” e “acampamento fluminense” poderiam ser levadas em conta para que os resultados de pesquisa não fossem por outro caminho.

Outras técnicas de LSI

Além de usar as variações de escrita e de contexto, outras dicas que contribuem para um bom posicionamento em relação à semântica do Google são:

  • preze pela qualidade e coerência do conteúdo mais do que pela aplicação de técnicas “prontas”;
  • valorize os intertítulos, estruturando os H2 e H3 com menor distância de sentidos;
  • utilize dicionários analógicos (que indicam sinônimos e termos relacionados) para aproveitar bastante as aproximações semânticas — esse é um recurso muito utilizado por compositores musicais;
  • esteja sempre de olho em como o seu público-alvo conversa por meio de fóruns, interações nas redes sociais e discussões de trending topics. Com um pouco de análise semântica, dá para prever as construções mais eficazes nos seus conteúdos.

Por fim, faça sentido! Tentar encaixar palavras-chave com bom volume de busca sem a menor contextualização é praticamente uma tentativa de burlar os algoritmos do buscador. No entanto, com a valorização da semântica do Google, esse tipo de comportamento pode se enquadrar como Black Hat SEO e levar a penalizações.

E aí, ficou claro o que é LSI? Ter atenção nesse conceito é fundamental para uma estratégia de conteúdo com bons resultados. Afinal, trata-se de uma técnica de SEO avançada e capaz de promover uma grande otimização no posicionamento das suas páginas no Google.

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